B
Katchit Studio × Liga Portugal
Conceito Criativo · 26/27
Silhueta misteriosa da nova mascote no túnel do estádio
Documento confidencial

A próxima
presença da
Liga Portugal.

Documento de defesa visual e estratégica da nova personagem oficial.
Antes da revelação final, existe uma intenção. Antes da forma, existe um território. Antes da mascote, existe uma personagem.

02 / 23Mensagem central

Não estamos a criar uma mascote.
Estamos a criar uma personagem estratégica para a Liga Portugal.

Este projeto não nasce de uma escolha estética isolada. Nasce da necessidade de criar uma presença capaz de aproximar a Liga Portugal dos adeptos, com identidade, comportamento, narrativa e potencial de longo prazo.

Não é apenas um boneco. É uma forma de relação. Não é apenas um elemento visual. É um ativo emocional, institucional e cultural.

A forma final da mascote será a consequência natural da personalidade que estamos a construir.

03 / 23O que ficou definido nos workshops

Antes do desenho,
fechámos o território.

Os workshops permitiram definir a base da personagem antes da sua forma final. Deve ser próxima, carismática, emocionalmente inteligente, jovem na energia, adulta na leitura do contexto e preparada para existir no físico, no digital e nas ativações. Deve ter presença, mas não se impor. Humor, mas elegância. Memorável, nunca infantil.

01

Personalidade

Próxima, amistosa, inteligente e confiante.

02

Comportamento

Atrevido com controlo, nunca agressivo.

03

Função

Tornar a Liga mais humana, próxima e memorável.

04

Futuro

Nascer como personagem, crescer como plataforma.

04 / 23O ponto de partida português

A procura por uma forma que só podia nascer em Portugal.

A pergunta inicial não foi “que animal devemos criar?”. A pergunta certa foi: que referência portuguesa pode originar uma personagem verdadeiramente distinta, memorável e proprietária?

Foi neste ponto que o bacalhau seco começou a ganhar força. Não como produto alimentar, mas como matéria cultural, forma visual e memória coletiva.

Moodboard de origem
05 / 23Matéria cultural

O bacalhau seco não é apenas uma referência.
É memória coletiva.

É um dos símbolos mais transversais da cultura portuguesa. Está em casas, celebrações, encontros, restaurantes, famílias e histórias. Tal como o futebol, junta pessoas. Tal como o futebol, atravessa gerações. Tal como o futebol, vive da emoção partilhada.

A sua força, neste projeto, não está no lado literal. Está na capacidade de transformar uma referência cultural numa personagem viva.

Tal como o bacalhau junta Portugal à mesa, a mascote deve juntar Portugal nas bancadas.

06 / 23Risco e oportunidade

Uma escolha menos óbvia.
Uma oportunidade muito mais forte.

Escolher o bacalhau seco é uma decisão mais ousada do que seguir por um animal tradicional. É menos imediata. Exige melhor execução. Pode causar estranheza inicial. Mas oferece algo muito mais raro: uma identidade própria, memorável e difícil de replicar.

O risco não é parecer bacalhau.
O risco é parecer um peixe qualquer.

OPÇÃO A

Caminho previsível

Mais fácil de aceitar, mas menos proprietário.

OPÇÃO B

Caminho distintivo

Mais ousado, mas com maior potencial icónico.

07 / 23Benchmark e metodologia

Uma mascote de grande entidade não é uma ilustração isolada.
É um sistema vivo de identidade.

As mascotes mais fortes são construídas como sistemas completos: origem, narrativa, personalidade, poses, regras de uso, aplicações, versões físicas e digitais, direitos e evolução futura.

REF / 01

Quali — IPQ

Símbolo institucional transformado em personagem.

REF / 02

Mascotes Olímpicas

Território, história, poses e regras de uso.

REF / 03

FIFA / Grandes ligas

Mascote como ecossistema de marca protegido.

REF / 04

Comunidades desportivas

Figura de pertença, orgulho e ligação emocional.

08 / 23Da forma real à personagem viva

Não vestimos um bacalhau.
Transformamos uma forma cultural em personagem.

VECTOR / 01

Forma

Silhueta vertical e aberta do bacalhau seco.

VECTOR / 02

Textura

Matéria seca, fibrosa e irregular, tratada de forma premium.

VECTOR / 03

Memória visual

Ligação cultural reconhecida antes de explicada.

PROCESSO · 05 ETAPAS

De um rabisco a uma personagem.

Nenhum ícone nasce pronto. Baltas atravessou centenas de páginas, dezenas de direções e cinco fases definidas — da intuição mais bruta à forma final esculpida em 3D.

Etapa 01 — O primeiro rabisco.
ETAPA 01 / 05
INTUIÇÃO

O primeiro rabisco.

Um gesto rápido num caderno. Ainda não é uma mascote — é apenas a forma a procurar-se. Linha solta, proporção bruta, a primeira vez que a ideia existe fora da cabeça.

Caderno · Esferográfica · Dia 01
Etapa 02 — Centenas de direções.
ETAPA 02 / 05
EXPLORAÇÃO

Centenas de direções.

Estudos de silhueta, proporção, atitude e expressão. Cada miniatura é uma pergunta: e se for mais alto? Mais cómico? Mais imponente? A maioria é descartada — é assim que se chega à direção certa.

Estudos · Lápis · Páginas 12 a 47
Etapa 03 — A personagem ganha forma.
ETAPA 03 / 05
REFINAÇÃO

A personagem ganha forma.

Escolhida a direção, refina-se. Anatomia, peso, equilíbrio, equipamento, número 27. Cada detalhe ganha intenção. Os apontamentos à volta do desenho são tão importantes como o desenho.

Concept Sheet · Carvão e tinta
Etapa 04 — Identidade cromática.
ETAPA 04 / 05
COR

Identidade cromática.

Primeiro estudo de paleta. Azul-marinho da Liga, marfim do bacalhau seco, vermelho como pulsação. A cor não decora — define quem Baltas é antes de qualquer palavra.

Color study · Marker + gouache
Etapa 05 — Da página ao volume.
ETAPA 05 / 05
ESCULTURA 3D

Da página ao volume.

Modelação tridimensional em clay neutro para validar proporção, anatomia e silhueta a 360°. É aqui que a personagem deixa de ser ideia e passa a ter corpo, peso e presença real.

Sculpt · Clay render · T-pose
SÍNTESE · 5 ETAPAS · 1 PERSONAGEM
“Não medimos esforços. Esta é a parte principal do projeto.”
01
02
03
04
05
Conceito-base · Reveal

Baltas.

A alma viva do futebol português.

Nasce da forma real do bacalhau seco, reinterpretada numa linguagem contemporânea, premium e emocional. Não é uma piada visual. Não é um peixe vestido de jogador. Não é uma mascote infantil. É uma personagem com raiz portuguesa, presença de estádio e potencial para se tornar um ativo memorável da Liga Portugal.

Baltas — primeira revelação, personagem na íntegra
Primeira revelação — Baltas, na íntegra.
10 / 23Racional do naming
Naming

Baltas.

Curto. Próximo. Memorável.

Baltas é curto, próximo e fácil de memorizar. Tem sonoridade de personagem, é simples de dizer e pode ser facilmente adotado por adeptos, famílias e comunicação digital.

Funciona porque ajuda a transformar a mascote numa figura próxima e familiar — um nome que cabe no cântico, no merchandising, no ecrã e na boca de uma criança.

Sílabas
2
Sonoridade
Personagem
Adoção
Imediata
11 / 23ADN do conceito

O que Baltas representa.

PILAR / 01

Portugalidade

Identidade sentida na forma, na textura e na memória.

PILAR / 02

Carisma

Expressão forte, sorriso confiante e presença memorável.

PILAR / 03

Proximidade

Personagem feita para se aproximar dos adeptos.

PILAR / 04

Energia de estádio

Movimento, reação, celebração e emoção coletiva.

PILAR / 05

Ícone premium

Visual forte, distintivo e institucional.

PILAR / 06

Diferenciação

Uma mascote que não se confunde com nenhuma outra.

11 / 23Defesa da direção visual

A forma real do bacalhau seco
traduzida em linguagem premium.

Baltas — Frente
Frente
Baltas — Costas com capa
Costas com capa
Baltas — Perfil
Perfil
Baltas — Costas
Costas
01

Cabeça

Leitura vertical, com expressão humana.

02

Olhos

Expressivos e gentis, sem exagero infantil.

03

Boca

Sorriso claro e emocional, sem caricatura.

04

Silhueta

Reconhecível em sombra, com cauda/crista assinatura.

05

Costas

Ponto crítico onde a origem se revela.

06

Corpo

Funcional, equilibrado, pensado para movimento.

De frente, cria empatia. De costas, revela a sua origem.

12 / 23Materialidade

Textura com memória.
Acabamento com intenção.

A textura de Baltas remete para o bacalhau seco sem parecer suja, pesada ou grotesca. É tratada como matéria nobre, quase escultórica, com leitura tátil e acabamento premium.

Marfim
#EFE7D6
Areia
#D4C29A
Cinza seco
#9A968C
Castanho claro
#8C6E4E
Azul-marinho
#1A2A4A
Vermelho
#C33A3A
Detalhes de materialidade
13 / 23Equipamento Liga Portugal

A personagem não veste apenas a Liga.
A Liga passa a existir também através dela.

O equipamento é parte da identidade. Não é uma roupa colocada por cima de uma figura — é desenhado para Baltas. O azul-marinho estabelece a presença institucional, o branco garante leitura, o vermelho acrescenta energia controlada e o número 27 liga a personagem à época 2026/27.

Azul-marinho
Institucional
Branco
Contraste
Vermelho
Energia
Nº 27
Época 26/27
14 / 23Personalidade

Atrevido com coração.
Confiante sem excesso.

Jovem na energia, adulto na leitura do contexto. Tem carisma, humor e presença, mas nunca perde controlo institucional. Não é infantil. Não é arrogante. Não é descontrolado. É próximo, inteligente, afável e memorável.

Tem atitude, mas não atropela. Tem humor, mas não perde elegância.

Fã dos fãs

Cria momentos com os adeptos.

Atrevido

Brinca com controlo, sem ultrapassar limites.

Afável

Aproxima-se com simpatia e leitura emocional.

Icónico

Não passa despercebido.

15 / 23Assinatura comportamental

Um gesto pequeno.
Uma memória grande.

Toda a personagem forte precisa de uma assinatura simples, repetível e reconhecível. Em Baltas, essa assinatura nasce do piscar de olho e do gesto de convocação aos adeptos — humano, direto e emocionalmente claro.

  • Entrada em campo
  • Fotografias com adeptos
  • Conteúdos digitais
  • Fan cams
  • Stickers e GIFs
  • Ativações em estádio
Assinatura — piscar de olho
16 / 23Narrativa oficial

A história de Baltas.

Baltas nasce onde Portugal mais se encontra: entre a emoção do futebol e a memória das coisas que nos unem.

Nasce de uma forma que atravessa gerações, contextos e histórias. Uma forma que Portugal reconhece, mesmo quando não a explica.

Mas Baltas não veio para ficar parado na tradição. Veio para entrar em campo.

Veio para aproximar a Liga das pessoas. Veio para transformar uma referência cultural numa presença viva.

Não escolhe clubes. Escolhe adeptos.

Não vem para jogar. Vem para fazer sentir.

Baltas com adeptos
17 / 23Relação com os adeptos

Baltas não existe para ser visto.
Existe para ser vivido.

Baltas em pose

Pensado para acrescentar experiência. Aproxima-se, provoca com leveza, chama pelo público, cria momentos espontâneos e torna o adepto parte da cena. Baltas não representa um clube. Representa quem vive o jogo.